Ensino Médio e a identidade singular e plural dos estudantes

20 de maio de 2021


O livro Identidade – ser singular e plural, que faz parte da coleção InterAção: Linguagens, foi escrito pensando em como os educadores irão construir seu caminho pedagógico de acordo com o Novo Ensino Médio que, desde 2017, uniu diversas disciplinas: Artes (compreendendo artes visuais, teatro, música e dança), Língua Portuguesa e Educação Física. Por mais desafiador que possa parecer, este é um caminho que pode ser trilhado com muita confiança e tranquilidade. A proposta da Editora do Brasil é apoiar integralmente os professores nessa jornada.

Conheça a obra da Editora do Brasil e como ela envolve as novas dinâmicas do Ensino Médio

Dividido em três unidades que se complementam, o livro relaciona todas as disciplinas de linguagem de modo dinâmico. De modo que o professor, mesmo sem ser especialista em determinadas linguagens, pode experimentar situações de ensino-aprendizagem com elas. As três unidades oferecem um passeio por temas relevantes para o momento de vida dos estudantes: de que se constitui meu senso de identidade, próprio, comunitário, regional ou mesmo planetário? Quais são os contextos de vida que formam o mosaico de influências que compõem minha subjetividade e como esses contextos se expressam em gestos, modos de falar e de vestir; grupos sociais a que pertenço, como os da escola e da internet; práticas coletivas de arte e esportes; eventos coletivos dos quais participo; a geografia da minha cidade?

De onde vim, onde estou

Na primeira unidade, o livro parte dos elementos que compõem a singularidade de cada estudante do Ensino Médio, através da percepção do que é ancestralidade. Mas, como se aproximar dessa questão de modo objetivo pela ótica das linguagens? Observando a vida prática: hábitos e expressões do grupo de pessoas que identificamos como família, as preferências musicais ou atividades diárias que realizamos e que revelam elementos sobre os que vieram antes de nós, heranças culturais primeiras que se manifestam mesmo de modo inconsciente na expressão e modo de pensar de cada estudante.

Neste sentido, práticas-reflexivas que envolvem as etapas de construção de um documentário permeiam toda unidade. Em várias etapas, esta sugestão de ação em sala de aula fomenta a percepção da identidade cultural de modo vivencial, tanto para alunos quanto para docentes. A turma subdividida em grupos poderá exercitar uma escrita coletiva para encontrar sua própria voz, através de um roteiro, gênero textual que guia uma filmagem. A partir de argumentos escolhidos pelos grupos, seguem-se dinâmicas de ampliação de repertório, exercícios de olhar crítico, trocas de saberes e experimentos ao longo das etapas subsequentes, em dinâmicas que atravessam todas as áreas das linguagens.

A prática coletiva de desenvolver uma instalação artística, na página 49, proporciona reflexões a partir da materialidade. A obra da artista Rosana Paulino que seleciona, agrupa e ressignifica objetos presentes na casa, revela possibilidades de realizar operações simbólicas com materiais acessíveis na escola, bairro e região. Desse modo, estabelece camadas de expressão e sentidos, e propicia a alunos e professores modos de elaboração de discursos, objetivos ou abstratos, nos âmbitos de expressões verbais, visuais, sonoros  e corporais.

O lugar em que vivo faz parte de mim?

A unidade 2 aprofunda e amplia o tema com provocações a respeito dos aspectos geográficos e sociais que delimitam a região em que os estudantes vivem, levando em conta a singularidade de cada localidade, a cultura visual local, referências musicais e práticas coletivas existentes na sua região. Como estes trânsitos de informações oferecem um panorama a ser interpretado pelos estudantes do Ensino Médio? A prática-reflexiva da página 80 propõe a elaboração de um documento escrito que deve abordar uma questão problemática presente no entorno da escola. 

Pesquisa de campo, percepção da paisagem, arquitetura, estrutura e modos de convivência entre a população local são vistos pelo prisma das linguagens, analisados em debates de grupos nos quais informações específicas são pesquisadas e analisadas criticamente, para que cada grupo possa se expressar com clareza sobre tudo o que apreendeu a respeito do contexto em que vive. Esta prática inclui descobertas e reflexões dos próprios docentes, e os leva a agirem como mediadores da turma, podendo até incluir professores de outras disciplinas como parceiros em trocas de impressões e informações, acolhendo e relacionando diferentes pontos de vista sobre um mesmo tema, ou seja, diversidades de expressões. 

Identidades transitórias

A unidade 3 expande todas as referências para lançar um olhar sobre a globalização, o acesso à pluralidade de informações permitido pelas tecnologias de comunicação e seus reflexos sobre o modo como os estudantes do Ensino Médio elaboram significados e modos de atuar em sociedade. Colocando foco em modos de criar identidades transitórias que comunicam valores, senso de pertencimento, gostos e maneiras de interagir com a cultura global, os estudantes são convidados a experimentar procedimentos simples de criação de cena ou performance. 

Nas práticas da página 116 e também da página 121, as dinâmicas dialogam com a consciência corporal pelo esporte ou pela dança, em interação direta com um texto autoral a ser escrito com liberdade criativa, desenvolvendo suas ideias a respeito de alteridade, convivência e solução de conflitos. Em seguida, os alunos experienciam a criação de um perfil profissional, articulando os experimentos anteriores a uma proposição que se volta para o mundo do trabalho, importante foco de atenção para esta faixa etária. Seguem-se outras dinâmicas e exemplos de linguagens que desembocam no exercício final, que condensa os percursos propostos ao longo de todo o livro – o mapeamento de todas as camadas de influências e escolhas recebidas pelas diversas linguagens para criar o sentido de identidade de estudantes e docentes do Ensino Médio.

Por Auber Bettinelli e equipe de Linguagem

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