Como fazer uma avaliação de aprendizagem mais efetiva?

6 de dezembro de 2021


O papel da avaliação na aprendizagem é entender a evolução dos estudantes no decorrer do processo de ensino-aprendizagem, acompanhando seu desenvolvimento em diferentes etapas da trajetória. A partir disso, mais instituições de ensino têm percebido que nem sempre vale a pena preparar apenas uma avaliação de aprendizagem ao fim do processo educacional (ano, semestre, trimestre ou bimestre, a depender da instituição), o ideal são diversas atividades para analisar o avanço escolar do aluno, etapa a etapa.

Para isso, muitos educadores analisam quais tipos de avaliação são realmente eficientes para compreender seus estudantes, bem como buscam conselhos para preparar provas, testes e trabalhos mais efetivos. Daí em diante, são capazes de entender melhor as necessidades dos alunos e adaptar o programa da disciplina, para reforçar conteúdos que geraram mais dúvidas ou elaborar uma estratégia de reforço aos jovens com mais dificuldades.

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Quais são os tipos de avaliação da aprendizagem?

Conhecer diferentes formas de avaliação é fundamental para o professor, pois, desse modo, ele consegue aplicar uma atividade avaliativa realmente adequada ao tipo de conteúdo que está transmitindo. Por exemplo, para algumas disciplinas, provas são mais eficientes, enquanto para outras, vale a pena pensar em um trabalho em grupo. Além disso, é importante que o educador saiba os momentos adequados de propor as verificações logo quando está criando o planejamento da disciplina. Para saber que caminho tomar, é importante entender os tipos de avaliação da aprendizagem existentes:

  • Autoavaliação: oportunidade para o estudante refletir e escrever sobre seu processo de aprendizagem, considerando como se dedicou à matéria, o que conseguiu absorver, as dificuldades encontradas. O aluno se coloca como um protagonista na percepção do que lhe foi ensinado e o professor ainda recebe um feedback do seu desempenho e da turma.
  • Avaliação diagnóstica: atividade avaliativa geralmente aplicada no início do ano letivo, com o objetivo de compreender o conhecimento básico que os estudantes possuem sobre o conteúdo para o planejamento do curso. Pode ocorrer em forma de teste, entrevista, exercícios, entre outros, e não exige que os estudantes saibam o conteúdo com profundidade.
  • Avaliação formativa: conjunto de ações aplicadas periodicamente para entender se o estudante está seguindo as propostas do professor. Para isso, o educador pode revisar as anotações dos jovens, olhar suas lições de casa, pedir participação nas aulas, passar produções orais ou escritas ou recomendar listas de exercícios. Elas são mais leves e informais, uma boa forma de se fugir do método tradicional de avaliação em que são atribuídas notas.
  • Avaliação comparativa: verificação da aprendizagem dos estudantes no decorrer do processo educacional, a fim de compreender como estão absorvendo o conteúdo. Ao contrário da avaliação diagnóstica, aqui é ideal que os jovens demonstrem certo nível de conhecimento.
  • Avaliação somativa: modalidade avaliativa exclusivamente empregada ao final do processo educacional, para determinar o nível de domínio dos alunos em relação a conteúdos pré-estabelecidos. Aqui é comum utilizar-se de notas, principalmente em provas escritas ou alternativas de múltipla escolha.

Como elaborar uma avaliação que realmente auxilie no processo de aprendizagem?

Após identificar a estratégia que vai seguir para avaliar os estudantes, podendo combinar diferentes formas e tipos de verificação, o professor parte para a etapa de montar boas propostas de provas, atividades, redações ou trabalhos. Para que o papel da avaliação na aprendizagem seja de fato concretizado, o educador precisa se atentar a alguns pontos, como:

  • Diversificar as formas de avaliação: cada um tem uma maneira de demonstrar seus conhecimentos. Alguns alunos se dão bem com prova, outros preferem trabalho, por exemplo. Diversificando as formas de avaliação, são dadas oportunidades a todos e a disciplina ainda se torna mais dinâmica.
  • Basear-se em exercícios já passados em sala como lição de casa: é importante que exista uma conexão entre o dia a dia dos estudantes e a avaliação, caso contrário, não saberão como aplicar seus conhecimentos, mesmo que tenham entendido o conteúdo.
  • Definir níveis de dificuldade em provas: o ideal é que a maioria das perguntas siga um padrão: não sejam muito difíceis, para não frustrar os estudantes, nem muito fáceis, para não subestimá-los. No entanto, o professor pode colocar alguma questão mais complexa e outra mais simples para balancear.

Também é interessante sempre apresentar os resultados à turma, debatendo as questões das provas em sala de aula ou oferecendo feedbacks para trabalhos. Assim, o estudante compreende como deve ser o processo de raciocínio para realizar aquela avaliação. 

Uma avaliação da aprendizagem bem aplicada atinge três pilares: alunos, professores e também familiares dos jovens, visto que são seus incentivadores. Com resultados sólidos e estruturados, os três grupos saberão como agir na próxima etapa do processo de ensino-aprendizagem, entendendo quais estratégias podem ser mantidas, pois estão dando certo, e quais devem ser repensadas.

Revista Arco 43

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