Leve a literatura de cordel para a sua sala de aula

6 de outubro de 2022


Dia 8 de outubro celebramos o Dia do Nordestino, excelente oportunidade para falar sobre um gênero literário muito particular do nosso país, originário da região do Nordeste: a Literatura de Cordel.

O que é Literatura de Cordel?

A Literatura de Cordel é um gênero tradicional do Nordeste do Brasil com um passado marcado pelo apelo social e político da região. Começou por via oral, como forma de levar informação a quem não tinha acesso a ela, depois veio a escrita.

 

Literatura de Cordel: origem

O primeiro registro da literatura de cordel data de 1893 e pertence ao paraibano Leandro Gomes de Barros, porém, antes mesmo de ser eternizado no papel,  o gênero já era popular, recebendo especial atenção desde a década de 1930.

Naquela época, mais da metade da população era analfabeta e o cordel era a forma como as pessoas expressavam suas tristezas, dificuldades e também se informavam sobre os acontecimentos, tal qual um jornal informativo popular.

Quando começou a ser publicada, era sempre em um folheto pequeno com uma foto ilustrativa na frente, geralmente feita em xilogravura e a preço baixo sempre, já que o principal público não necessariamente tinha grandes condições financeiras. 

 

Após o advento e popularização do rádio e da televisão, o cordel finalmente se tornou a Literatura de Cordel não apenas porque perdeu sua função de jornal informal, mas também porque ganhou um público novo, mais acadêmico. 

Atualmente, os poetas do gênero o definem em três elementos principais: métrica, rima e oração, elementos sempre associados às xilogravuras marcantes.

Como trabalhar cordel na escola?

Se pararmos para pensar a forma da Literatura de Cordel, lembramos de quê? Dos rapsodos da Grécia Antiga, recitando poemas épicos ao povo analfabeto. 

Então, uma possível maneira de trabalhar cordel é justamente por esse rastreio de origens, comparações, que desperte a curiosidade e o engajamento dos alunos. 

O mesmo pode ser feito localizando as proximidades do cordel e os folhetins informativos e as histórias em quadrinhos. Nesse cenário, é interessante sugerir a experimentação de um cordel feito por alunos, a partir de suas visões do gênero, suas experiências de vida, o que entenderam das aulas e o que mais a criatividade permitir. 

Para que essa linha de raciocínio faça sentido, é importante também ler Literatura de Cordel em sala de aula, dos clássicos aos modernos. Nisso, a Editora do Brasil pode te ajudar com obras exímias, como:

Cordelendas – histórias indígenas em cordel

Imagine a junção da literatura de cordel com as lendas indígenas. É o que este livro traz: a poeticidade das lendas indígenas misturada ao dinamismo e às rimas dos versos de cordel. 

Por meio dele, o leitor pode encontrar de forma diferenciada a explicação para diversas situações e para a origem de algumas das coisas que nos cercam.

O menino de muitas caras

Todos os dias, lá vinha o menino grande com os nomes e as caras que inventava para o menino pequeno: era cara disso, era cara daquilo… Até que um dia, depois de uma aula sobre cordel, o menino pequeno criou coragem e se defendeu dos insultos do menino grande. 

As coisas se modificaram naquela sala de aula, e a provocação, o desrespeito e o abuso deram lugar à amizade, ao respeito e à tolerância. Esta obra vai animar as suas aulas sobre literatura de cordel!

Criança poeta

Por meio de quadras, cordéis e limeriques, a obra apresenta situações variadas, como a escolha de um nome, a tia que vai ao cinema com o namorado, a saudade de um amor que está longe, as brincadeiras de um pai com seu filho, entre tantas outras situações com as quais o pequeno leitor, com certeza, vai se identificar. Ilustrado por três diferentes ilustradores, o livro é um convite ao mundo mágico das rimas.

A história de João Grilo e dos três irmãos gigantes

Um dos mais famosos personagens da literatura popular, João Grilo estava sossegado em seu canto quando o Rei achou que ele fosse um grande herói valente e prometeu dar a mão da princesa com uma condição: teria de acabar com os três irmãos gigantes que estavam assolando e perturbando o reino. Com astúcia e esperteza, João Grilo vai perseguir e dar fim nos baderneiros.

Dividido em dois momentos, contado em versos e em estrofes de cordel e também apresentado em teatro, o livro traz ainda projeto gráfico e ilustrações de Ricardo Azevedo, que dialogam e reforçam a identidade da história de César Obeid com a cultura popular brasileira.

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