“Xô” decoreba: contexto é tudo na hora de ensinar e estudar gramática

13 de setembro de 2021


No aprendizado de uma língua, a compreensão precisa de suas estruturas é fundamental, mas estudar gramática nem sempre é o momento preferido dos estudantes no dia a dia de uma sala de aula. Boa parte das crianças e jovens não gostam, seja aprender a Língua Portuguesa ou um idioma estrangeiro. Ainda assim, para ser um usuário eficaz, eles devem estudar gramática para desenvolver as habilidades necessárias para organizar palavras, mensagens e torná-las significativas. 

Saber mais sobre a gramática permite que eles construam frases melhores em desempenho de fala e escrita, assim como saber o que fazer para tornarem-se mais claros e entendíveis. Para evitar o sofrimento e manter a turma envolvida, existe uma estratégia simples e muito eficaz. Qual? Estudar gramática pelos olhos de um contexto.

Por que estudar gramática pelo contexto?

Ensinar sobre a estrutura genérica de um texto não é suficiente. A gramática tem mais probabilidade de ser entendida no contexto de atividades autênticas de leitura e escrita. Isso porque as regras são facilitadas quando há a oportunidade de ver como as estruturas  e mecanismos de uma língua funcionam. Ou seja, os estudantes precisam ser ensinados sobre as maneiras pelas quais a linguagem abre repertórios e possibilidades infinitas de combinações, a depender da complexidade dos textos em que estão inseridos.

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A gramática aplicada ao texto afeta positivamente a competência da turma em usar estruturas com precisão nas habilidades linguísticas. É um conhecimento muito além da decoreba, é entender intimamente como se dão as relações entre todos os agentes de uma língua e saber aplicá-los independente do veículo: é escrever e falar melhor, compreender textos verdadeiramente e saber transitar do formal ao informal com facilidade. 

Confira ideias de atividades de gramática que se baseiam na contextualização

Pensando no ensino dos substantivos, que tal sugerir a criação de um mapa com fotos de pessoas, lugares e animais que moldaram as vidas dos estudantes ao longo dos anos? Assim, eles têm um espaço para se conhecerem e ainda aprendem sobre o que são os substantivos e suas funções nas orações. A tarefa pode evoluir para qualificar essas pessoas, lugares e animais e abordar os adjetivos.

Na hora de ensinar e estudar gramática, incorpore mais leituras literárias em voz alta. Durante elas, faça pausas para discutir as estruturas que o escritor usou e os significados que elas implicam. Ao ler e discutir a literatura, por exemplo, aponte padrões de frases interessantes para seus estudantes dissecá-los de forma colaborativa. Observe a ordem das palavras, os qualificadores usados, as frases e as palavras de conexão. Posteriormente, você pode fazer com que a classe leia jornais, revistas e outros formatos focados em reunir frases bem escritas. Permita que compartilhem e discutam suas descobertas e, até, tentem aplicar a estrutura recém-aprendida na próxima vez que escreverem.

Outra boa ideia é usar histórias em quadrinhos para ensinar padrões de concordância sujeito-verbo: após uma leitura estética, peça à classe que explique os assuntos principais e como os verbos se portam nas frases, quem são os sujeitos, as ações, os predicados. Depois, cada um pode então criar suas próprias histórias em quadrinhos e aplicar a mesma convenção dentro de um tema que gostem.

Revista Arco 43

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